Porque é que isto passou a importar
Quando alguém pergunta "onde janto bem em Setúbal" a um assistente, recebe dois ou três nomes, não uma lista de dez resultados. Quem não está nesses dois ou três não existe naquela conversa - e, ao contrário de uma pesquisa, não há segunda página para onde descer.
O mesmo acontece dentro do Google, que passou a escrever um resumo por cima dos resultados normais. Esse espaço era, até há pouco, o primeiro lugar orgânico.
O que estes sistemas procuram
Um modelo não avalia o teu site como o Google avalia. Não conta ligações nem mede velocidade: procura texto que possa citar sem correr o risco de dizer algo falso.
Isso premeia coisas que o SEO clássico trata como secundárias - frases completas que respondem a uma pergunta, factos concretos, ausência de exagero. E despreza coisas que o SEO clássico premiava, como repetir a palavra-chave.
- Factos verificáveis: morada, horário, o que fazem, onde servem
- Prosa que responde à pergunta na primeira frase, não no terceiro parágrafo
- Dados estruturados, que dizem a mesma coisa em formato de máquina
- Consistência entre o site, o Google Business Profile e os diretórios
O que não funciona
Vale a pena dizer isto porque já se vende muito o contrário. Não há forma de pagar para entrar numa resposta de um assistente, não há truque técnico que force a citação, e ninguém pode garantir posições.
Encher a página de palavras-chave, que já não funcionava bem no Google, funciona ainda pior aqui: um modelo lê o texto e percebe que não diz nada.
O ficheiro llms.txt
Há uma convenção recente para isto: um ficheiro de texto simples, em /llms.txt, onde o site se apresenta a estes sistemas por palavras - o que é o negócio, o que faz, como se contacta.
Não é obrigatório nem garantido, e ainda está a assentar. Mas é barato de fazer e resolve um problema real: dar aos modelos uma versão limpa da informação, em vez de os obrigar a adivinhá-la a partir do desenho da página.
Perguntas frequentes
Isto substitui o SEO?
Não. São camadas diferentes e a maioria das pessoas ainda pesquisa no Google. O trabalho de SEO continua a ser a base; isto acrescenta-se.
Quanto tempo demora a notar-se?
Não há prazo fiável, e quem der um está a inventar. Os modelos são treinados e atualizados em ciclos que não controlamos, e alguns leem a web em tempo real enquanto outros não.
Preciso de site próprio para isto?
Sim. Sem uma página que te descreva, não há nada para um modelo ler nem citar - e a página de uma plataforma de terceiros descreve a plataforma, não a ti.
A seguir
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